O que eu (acho que) achei de ‘Dark’

Antes de mais nada, preciso dar dois avisos importantes. O primeiro deles é que este texto pode conter algum spoiler. E o segundo é que – até o momento – eu só vi as duas primeiras temporadas da série ‘Dark’. Logo, se você também ainda não assistiu à terceira, pode continuar lendo sem se preocupar se eu vou ou não revelar algum ponto importante da trama, embora seja bem improvável que eu o faça. E logo você entenderá por que digo isso.

Comecei a assistir à série alemã, produzida pela Netflix, por indicação de muitos amigos e pelo grande burburinho que ela tem provocado nas redes sociais desde que a terceira temporada foi lançada, no fim de junho. A sinopse oficial diz que quatro famílias iniciam uma busca desesperada por respostas quando uma criança desaparece e um complexo mistério envolvendo três gerações começa a se revelar. Tudo acontece em Winden, uma pequena cidade do sudoeste da Alemanha, próxima à fronteira com a França.

Como bem prometeu a sinopse, o drama de ficção científica criado pela dupla Baran bo Odar e Jantje Friese é realmente complexo, porque há ações que atravessam as três temporalidades e são explicadas por conceitos que vão muito além da minha capacidade de compreensão e, creio, de muitos espectadores. Sem entender muito bem os paradoxos científicos, que parecem convincentemente explicados por diversos personagens ao longo da narrativa, eu apenas sigo assistindo aos episódios, duvidando da minha própria capacidade cognitiva e torcendo para que em algum momento tudo realmente faça sentido.

O fato de o elenco ser desconhecido também contribui para a confusão mental, embora seja absolutamente necessário reconhecer o brilhante trabalho de casting. São cerca de dez crianças que têm correspondentes adolescentes, adultos e, em alguns casos, idosos. E chega a ser assombroso como a produção conseguiu encontrar tantos atores parecidos com suas versões mais jovens ou mais velhas. Por outro lado, muitos são parecidos entre si, o que me fez passar um bom tempo tentando decifrar as correspondências. Pode ser que minha memória visual não seja tão boa, mas os únicos elementos que eu reconheço logo de cara são o Jonas, quando está com o casaco amarelo, e o chocolate Raider, que virou Twix no início dos anos 1990.

Mesmo tendo mais perguntas do que respostas, sem acreditar na possibilidade de viagens intertemporais e sem saber se sou realmente capaz de compreender as explicações dadas (ou seriam criadas?) para os fenômenos abordados, insisto em continuar assistindo. Porque sou masoquista e gosto de me flagelar meu cérebro e me sentir meio burro? Não! Porque ‘Dark’ é uma produção esteticamente interessante e com um elenco excelente, embora não me sinta plenamente capaz de avaliar atuações em alemão. Apesar dos desafios de entendimento que me impõe, acho que a série faz jus ao sucesso que tem feito. Mas é tudo achismo meu mesmo, sem qualquer comprovação científica.

Foto: Stefan Erhard/divulgação

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