‘Wasp network: rede de espiões’

Histórias de espionagem sempre são um prato cheio para o cinema, não importando o gênero. E não é de hoje. Podem ser filmes de ação, como as séries ‘007’ e ‘Missão impossível’. Podem ser dramas, como ‘O bom pastor’ e ‘O espião que sabia demais’. Ou até comédia, como ‘Johnny English’ e ‘Austin Powers’.

Muitas das narrativas são baseadas em histórias reais. É o caso de ‘Wasp network: rede de espiões’, disponível no catálogo da Netflix desde junho deste ano. O longa-metragem de pouco mais de duas horas de duração foi inspirado no livro ‘Os últimos soldados da Guerra Fria’, do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, e se apresenta como um suspense político.

Escrito e dirigido pelo francês Olivier Assayas (de ‘Carlos, o chacal’ e ‘Personal shopper’), o filme conta a história do piloto de avião René González (Edgar Ramírez), que deixa a mulher (Penélope Cruz) e a filha pequena em Cuba para tentar recomeçar a vida nos Estados Unidos no início dos anos 1990. Lá, acaba entrando para uma rede de espionagem pró-Fidel Castro, cujos agentes se infiltram em grupos que visam atacar a ilha socialista.

Tramas que envolvem espionagem precisam ser muito bem roteirizadas para que se compreenda com clareza a posição dos envolvidos. Infelizmente, não é o que ocorre em aqui. Em muitos momentos, é difícil saber de que lado determinada figura está ou se a atitude por ela tomada naquele momento específico é, na verdade, um blefe. Para tornar tudo ainda mais confuso, há um excesso de personagens que surgem sem qualquer contextualização.

O defeito mais imperdoável, porém, é a falta de clímax. Nenhuma cena do filme é capaz de arrancar do espectador mais do que um bocejo e tampouco as supostas cenas de ação conseguem se livrar da monotonia. Chama a atenção que um produtor com a experiência de Rodrigo Teixeira tenha topado a empreitada e que um roteiro tão frágil tenha reunido um bom elenco, que – além dos já citados Edgar Ramírez e Penélope Cruz – inclui ainda Wagner Moura, Ana de Armas e Gael García Bernal.

Foto: Sophie Köhler/divulgação

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